O respeito aos idosos começa desde cedo
As professoras Carla (Pré-Alfa) e Tatiana (Alfa) trabalharam com seus alunos no 2º bimestre o Projeto Família, em que enfatizaram o respeito aos idosos.
As crianças trouxeram fotos de seus familiares, que foram colocadas em painéis espalhados pela classe, e depois foram estimuladas a falar sobre os membros de sua família, especialmente sobre seus vovôs e vovós.
As professoras organizaram uma dramatização com bonecos e fantoches e montaram uma casa com toda a família: pai, mãe, filhos e os avós. Em todas as aulas, as crianças aprenderam sobre a importância dos mais velhos e o respeito que se deve ter com todos os idosos.
Carla e Tatiana encerraram o Projeto convidando alguns vovôs e algumas vovós para vir ao Colégio mostrar que eles têm muita coisa para nos ensinar. A vovó da Laura ensinou as crianças a fazer um bolo de Laranja na aula da Tia Nazareth; o vovô do Shinji conversou com os alunos e fez um número de mágica; as vovós da Gabriela Vial ensinaram a plantar e a fazer danoninho; a vovó da Isabella Franze contou uma história escrita por ela; e a vovó da Beatriz de Menezes ensinou as crianças a fazerem um chaveiro de pedras.
Como modificar comportamentos?
No período em que os filhos têm os pais como a figura de autoridade máxima dentro da família e aprendem com eles os padrões de comportamento exigidos pela sociedade, podem se tornar muito exigentes, desejam ser tanto amados como respeitados.
Bons pais são aqueles que respeitam as exigências da criança e retribuem seus sentimentos. Só o amor e o respeito mútuos - as duas faces da disciplina - satisfazem plenamente as necessidades de um futuro adulto.
É comum encontrarmos crianças não desobedientes, mas aquelas que não mostram nenhum interesse em desempenhar as tarefas que lhes cabem.São crianças, que agem como se não tivessem senso de responsabilidade. Isso acontece quando essas crianças tiveram uma dose mínima de elogios por suas realizações e pouca oportunidade de fazer-se notar no mundo.
Por que desempenhar certas tarefas se não haverá reconhecimento, elogio ou
até mesmo uma orientação por parte dos adultos?
Se o comportamento e suas reações não significam nada para os outros, principalmente para as pessoas que as disciplinam, essas crianças terão pouca, ou nenhuma motivação para tornaremse agradáveis; adquirem, portanto, uma atitude letárgica e desinteressada, como se disessem "não ligo a mínima para o que os outros gostam ou pensam". Por outro lado, há também crianças educadas em lares onde os pais ou empregados fazem tudo para agradar agradar-lhes e reduzem ao mínimo o esforço de suas tarefas diárias. Como conseqüência, essas crianças crescem esperando que outros façam tudo por ela, privando-as do prazer de descobrir a satisfação que existe quando elas mesmas resolvem seus problemas.
Quando adultos, tendem a ser mais exigentes. Será compreensível que esperem que tudo se resolva com o mínimo de sua parte.
Crianças destrutivas
Um comportamento destrutivo indica que algo perturba profundamente as crianças. É provável que estejam desesperadas, assustadas ou apavoradas com a idéia de perder o amor de seus educadores.
A atenção, ainda que para conserválas, é pelo menos uma garantia de que existem interesses por elas. Esse problema ocorre em famílias, cujas pessoas, mesmo bem intencionadas, podem não ter tempo, por menor que seja, para dedicar uma atenção exclusiva às crianças, sem que outros afazeres os desfoquem.
É muito importante que cada família ou cada disciplinador tenha em mente que a incoerência de suas atitudes podem refletir no comportamento da criança.
É preciso, portanto, ter o bom senso e a perspicácia para avaliar se esse comportamento indesejável é decorrência da própria criança ou é proposital, devido ao fato de não ter tido a atenção necessária do educador.
Walkíria Gattermayr Ribeiro
Castigar é disciplina?

O castigo, às vezes, é um mal necessário. Se sentimentos e reações não são suficientes para provocar um comportamento aceitável ou suprimir um inaceitável, poderá tornar-se necessário administrar um castigo. Não confundir, porém, isso com disciplina. A disciplina representa regras, regulamentos e controles que limitam o comportamento aceitável.
Como castigar corretamente
O castigo é o preço que a criança paga por desobedecer às regras. O castigo e a disciplina não são permutáveis. ameaçar com um castigo, esteja preparada para cumpri-lo. Há pais que estão sempre ameaçando a criança com castigo, só para intimidá-las. O que não é aconselhável, pois além de perderem a autoridade, minam as regras e os regulamentos que o castigo deveria sustentar. Não se deve fazer nenhuma ameaça que não se esteja inteiramente disposto a cumprir. Às vezes, é melhor ignorar o mau procedimento da criança do que a ameaçar com um castigo que não se aplica. Se pretende-se ser um bom educador ou educadora, convém que se aplique um castigo justo.
A criança precisa experimentar satisfações em seus relacionamentos, além de sentir as restrições que suas expectativas lhe impõem. Se faltar o senso de restrição ou o de satisfação, surgirá um problema. Um educador dominador, que dedica pouca ou nenhuma satisfação aos filhos, expulsa a
criança de casa. Por outro lado, mostraram que as crianças criadas numa família sem uma pessoa de grande autoridade, quando adolescentes têm tendência para a delinqüência. Um progenitor ausente ou que seja fraco em estabelecer padrões ou inconstante pode inadvertidamente forçar o filho a buscar seus padrões de comportamento em outra parte – muitas vezes, nos amigos. Esses também podem estar com problemas semelhantes, tornando-os distantes dos valores e padrões do mundo adulto. Esse afastamento pode levar os jovens a serem autodestruidores, devido à pouca sabedoria conseguida em experiências passadas. De certo modo, estão realizando um ritual de comportamento que dá a todos a sensação de que pertencem a alguma coisa e que cada qual se interessa pelo outro - sensação
que nenhum deles tinha em sua família. Toda criança gosta de que a tratem como um indivíduo distinto, que sabe o que quer, e reconhece suas diferenças. A criança quer que a ajudem a explorar seus próprios recursos, que conheçam seus feitos e orgulhem-se de suas realizações.
O apoio dos adultos dar-lhe-á o impulso necessário para continuar a empreender cada vez mais atividades independentes.
Walkíria Gattermayr Ribeiro
Como colocar regras?
Não é raro, e é muitas vezes compreensível, que, quando os pais ficam irritados com a criança, imponham regras extremamente rígidas, como: "Se você não terminar o almoço, vai passar a tarde toda no seu quarto". É extremamente difícil cumprir o que foi determinado sem sentir que está pondo a criança numa cela solitária, mas voltar atrás fará do pai um disciplinador inconstante. Por esse motivo, os regulamentos estabelecidos devem ser razoáveis, protetores e passíveis de serem impostos. Infelizmente, alguns adultos acreditam que a ausência de regulamentos e regras facilita um sentimento de liberdade. Eles insistem em criar uma atmosfera de "permissividade", palavra com conotações positivas e agradáveis, mas que, muitas vezes, é empregada para descrever uma ausência total de regras. . Se o adulto estabelecer uma situação tolerante e se recusar a exigir disciplina, a criança, invariavelmente, interpretará a postura como indiferença. A criança supõe que não há interesse por ela, e isso é desastroso. Pior ainda, uma criança que é educada de maneira tolerante, muitas vezes não tem controle íntimo adequado, adotando comportamento destrutivo. Embora possa não ser basicamente destruidora, ninguém, especialmente os seus educadores, faz qualquer tentativa para impor limites em seu comportamento, que a ajudem a dirigir sua energia para atividades úteis ou construtivas. Todos os psicólogos e psiquiatras sabem que muitos processos, inerentemente construtivos, são criados canalizando-se impulsos potencialmente destruidores. Por exemplo, todas as descobertas destroem idéias preexistentes. Os cientistas, de fato, estão sempre tentando derrubar idéias, substituindo-as por outras melhores. Só pelo controle do comportamento é que se pode canalizar impulsos destruidores para uma atitude saudável. Muitas crianças, "criadas" num ambiente de tolerância, tornam-se terrivelmente inibidas e ficam apavoradas com seus impulsos destruidores. Como não há adultos junto delas para estabelecer limites que controlem esse comportamento, abstêm-se de toda atividade, tornando-se tremendamente constrangidas. Perguntando-se a elas se estão se divertindo, responderão que não sabem. Há muitos adultos com problemas de comportamento que provêm de um ambiente assim: têm grande dificuldade em tomar decisões e de fazer projetos para o futuro; são às vezes tristes, outras vezes, quietas com tendências agressivas; possuem sintomas de compulsividade e, invariavelmente, é impossível para elas sentirem qualquer prazer. Os limites que pais e educadores não estabeleceram, as crianças mesmas os definem, e, na maioria das vezes, esses limites são mais restritos do que aqueles estabelecidos pelos pais.
Walkíria Gattermayr Ribeiro
Vamos conversar sobre disciplina?
A disciplina é indispensável para uma criança, essencial ao seu crescimento e desenvolvimento sadios e constitui parte integrante do seu aprendizado. Regras, regulamentos, leis e princípios governam quase todas as atividades intelectuais, seja nas ciências, artes ou humanidades. Ensinar a criança a seguir regras, ajuda-a fazendo-a adaptar-se ao mundo e ter um comportamento socialmente aceitável, o que leva a aprender e a ter noção dos direitos dos outros e de respeito. Além disso, disciplinar volta a atenção da criança para além de si, de modo que ela não funcione unicamente em termos de seus próprios impulsos, sem considerar os sentimentos dos outros.
Há muitas outras funções, na criança em crescimento: ela estabelece que o mundo é um lugar organizado e que limitações, consistentemente organizadas, tornam as coisas previsíveis; dá estrutura, além de contribuir para uma estabilidade compreensível.
Em essência, a disciplina é a aplicação constante das regras e regulamentos estabelecidos. Se os pais forem volúveis e inconstantes em estabelecer padrões para um comportamento aceitável, se não exigirem sempre, a criança sentirá que as regras são fracas.
Como disciplinar?
Se os pais não forem claros em suas expectativas quanto ao comportamento dos filhos, eles ficam ansiosos ou angustiados. Muitas vezes, essa ansiedade manifesta-se por uma grande atividade e, às vezes, por uma hiperatividade. Se os pais são imprevisíveis: as crianças se sentem vulneráveis e desprotegidas. Quando se é inconstante, o comportamento dos filhos será, quase sempre, um mau comportamento, pois estarão testando para ver até onde os pais irão.
Mas o intuito deles não é incomodar. As crianças estão simplesmente procurando as regras para poderem experimentá-las o suficiente e certificar-se de que serão protegidos por elas. Uma criança só poderá descansar quando sentir que os pais são suficientemente fortes e interessados por ela, para lhe demonstrar, através de coerência e constância, o afeto que têm.
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Boa saúde emocional
Nós cuidamos muito da saúde física de nossas crianças. Cuidamos para que comam bem, estejam agasalhadas no frio, as motivamos para a prática de esportes e para se manterem em forma. Mas será que cuidamos bem de sua saúde e de seu bem estar emocional? O que pensam sobre si mesmas, como é sua relação com as demais crianças, como lidam com suas dificuldades e decepções?
Saiba mais.
Formação e Informação
Os conceitos de hábito de estudo e de regras de comportamento já são interiorizados nos pequenos, assim como a importância das responsabilidades frente a compromissos assumidos. O grande diferencial é a preocupação em preparar o cidadão do futuro. Insistimos na formação do aluno, que é acompanhada pela informação.
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